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Alguém por aí em busca de coisas que façam sentido...

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Circunstancial

Um lapso enquanto lavava a louça
Pés descalços a imaginar
A água fria que existe em nós
Pode um dia encher um rio
Já sei muito, mas ainda é pouco
Para o infindável mistério que você é
Meus pés estão frios
O coração começa a aquecer
Não há contrapartidas
Só relutâncias...
“Te” imagino lendo
Não vejo o rosto, só o sorriso
Ainda não o decifrei
Escrevo para que amanhã eu diga:
Frases soltas são interessantes
Quando se tem para quem dizê-las
Essa é a graça da vida
Ou pelo menos do Agora

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

SÉCULO DO PETRÓLEO


Serpenteio pelos canais de TV
Paro e imagino, quase compreendo
O valor de hoje ser mulher
Minha gente, estou ficando louca,
Que ideia a minha de ter ideias
De ter expectativas, aspirações, sonhos,
Quando na verdade se espera
É um par de polímeros balançantes
Um penteado lindo e belas pernas
Pra que?
Eu não sei, pergunte a um cara
Pode ser aquele do posto de gasolina
Ou seu chefe, que lhe cedeu a vaga pela sua...
-Imagina!?
E surge a cara de boneca sonsa

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Violino

Queria eu um marido
Que tocasse violino
Tão sutil ele seria
Com seu toque de menino

O gesto leve, muito calmo
Repousa a mão no meu ouvido
Me olha doce e sereno
Como num passe de compasso

E não só nisso seria belo
Teria o som do seu embalo
Seria eu seu violino
Seria seu o meu regalo

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Superficial

Vejo esta realidade
Triste realidade
Que não para nem vai

Inerte, ela espera a vida
Passar despercebida
Sem ter aonde chegar

Não sai nem fica
Permanece vazia
Sem ter o que sonhar.

Água negra

Chove mais uma noite
Chuva triste e verdadeira
Que me acolhe na solidão

Choro mais um dia
Lágrimas salinas e sombrias
Que inundam meu coração

Chovendo, as janelas tremem
Meus olhos, furtivos, acompanham
Com esperança de que por entre elas
Viesse o que eles não temem

Chorando comprovo a ilusão
Essa é minha cruel realidade
Trancada e sozinha, caída ao chão
Em busca da minha verdade

Chuto minha sorte
Por que esperei-a até agora
Porém ela não curou meus cortes
Ela só veio e foi embora...

E nesta partida levou
Consigo meu último suspiro,
Carregou a chuva e furtou meu choro
Deixando-me em descoro

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Sem título

Estou planando no ar
De repente vejo uma sombra leve
Vou parar e tirar um cochilo
O solo é macio, de poeira
A sombra é uma amoreira
Fui apanhar algumas
O dono estava ali por perto
Ele não gosta que mexam nas amoreiras
Fartei-me das frutinhas
Gordas, doces, deliciosas
Nem sinal do velho proprietário
Mas minhas mão ficaram grená,
Grená-cor-de-ladrão-despreocupado

Mente

Amor
Pernas cruzadas
Sensação
Vigor
Ócio
Bolhas
Respiração
Corpo
Densidade
Planejamento
Tensão
Insanidade
Castigo
Manhã
Dúvida
Lembrança
Adeus
Amor
Gentileza
Indiferença
Vida
Rotina
Humanidade
Impessoal
Relação racional